Uma história interessante acaba de acontecer comigo. Vou contar-lhes nos mínimos detalhes.

Em 2009, antes de começar o curso de História na Universidade de Taubaté, fui a São José do Barreiro. Queria apenas passar um final de semana agradável, visitar alguns prédios históricos e me aventurar na Serra da Bocaina. Lá, tinha visitado o centro da cidade, tirado fotos de alguns casarões, conhecido a Igreja Matriz e feito um tour pela famosa Fazenda Pau D’Alho, que hospedou d. Pedro I, quando ia ao Ipiranga proclamar a Independência.
Conversando com a Marta, proprietária da pousada que fiquei hospedado, ela me indicou uma outra fazenda que ficava a 40 min. à pé, numa estrada de terra. Não sei daonde tirei coragem e fui, caminhando sozinho, debaixo de sol, pela estrada de terra. Cheguei à Fazenda São Francisco e logo fiquei encantado com tudo o que vi. Um casarão de 1813, restaurado e preservado plenamente. Os proprietários, seu Walton e dona Eliana, apaixonados por aquela fazenda, dedicaram largos anos na restauração da casa e na recuperação da história daquela local. Mobílias impecáveis, belíssimos quadros, pratarias, lustres e, principalmente, a estrutura da casa conservada como era no século XIX, sem modificações. Na parte debaixo da casa tinha um pequeno museu organizado com peças resgatadas ao longo do tempo pelo seu Walton e por dona Eliana. Lembro que na época me chamou a atenção o oratório que possuía o símbolo da Maçonaria escondido em seu interior.
Bom, eis que estou pesquisando para essa pesquisa que descrevo e vejo um vídeo do programa “Grandes Fazendas” do Canal Rural falando sobre esta fazenda. Comecei a assistir para matar a saudade. E aos 18 min e 45 seg do vídeo, olha o que é encontrei:
Ou será que essa peça do quebra-cabeça que estou montando é que me encontrou?
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